terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Poder da Mente



Sempre fui fascinado pelo cérebro e por seus segredos, sempre tive comigo a crença de que o cérebro é mais que apenas um órgão que controla nossos movimentos, ações e pensamentos. Avaliando toda a complexidade de algumas atividades que fazemos, a capacidade de aprendermos, de armazenarmos informação de acesso instantâneo, as emoções e como elas podem tornar um dia o melhor ou o pior de nossas vidas, não acreditava que o cérebro era apenas mais um órgão de nosso corpo.
Por vezes chegava a pensar que éramos seres dotados de poderes, que se fechássemos nossos olhos e nos concentrássemos num ponto específico, seríamos capazes de mudar a realidade fazendo bom uso de nossa mente..., bem..., um pensamento um tanto infantil admito, mas afinal, qual criança, inspirada por tantos super heróis, nunca quis ter poder?
Mas agora vêm a melhor parte, eu estava certo!
Apenas com o poder de nossa mente, ainda oculto para a maior parte da população, uns por descrença outros por falta de informação, podemos nos curar, nos motivar, nos tornarmos vencedores..., ou..., derrotados, depressivos, doentes.
A primeira leitura que me fez pensar um pouco mais a respeito do assunto foram alguns livros do estudioso Augusto Cury (os quais recomendo a leitura) no qual ele vai descrevendo aos poucos e mostrando exemplos de demonstração de sua teoria intitulada “Teoria do Pensamento Multifocal”, onde ele explica que, dada uma situação, seu cérebro instantaneamente revira tua biblioteca mental e traz à tua memória várias situações semelhantes, ou seja, se aconteceu algo feliz, alegre, bonito, seu cérebro automaticamente dispara gatilhos que trarão à sua memória experiências passadas com aquela mesma sensação, o mesmo acontecerá em experiências negativas, ruins, tristes.
Como um de meus hobbys é ler, adquiri recentemente um livro que muito me interessou “Rápido e Devagar Duas Formas de Pensar – Daniel Kahneman”. De leitura muito agradável, confesso que fiquei um tanto supresso ao me deparar com o capítulo 4, “A Máquina Associativa”, onde o mesmo descreve experimentos onde a mente associa tarefas que estão sendo realizadas por estudantes a fatos ou atitudes que exemplifiquem as mesmas tarefas.
No capítulo o autor relata um experimento realizado na Universidade de Nova York, foi dado a dois grupos de estudantes conjuntos de frases compostas de 5 palavras cada, todas embaralhados, eles tinha de formar frases de 4 palavras com cada conjunto, assim que terminassem, todos deveriam se dirigir a outra sala para um segundo exercício, o resultado? Um grupo de estudantes, ao terminar o primeiro experimento, se dirigiu à sala do segundo experimento de forma mais lenta e desanimada que o outro, este era o objetivo, avaliar o comportamento dos estudantes no trajeto realizado entre uma sala e outra. Porque isso ocorreu? Nas frases dadas a um grupo, em todas elas havia palavras como velho, ruga, careca, grisalho..., ao formar frases com estas palavras, a mente destes estudantes fez uma associação direta com a velhice e suas características.
Num outro experimento, onde os voluntários tinham de ler alguns cartuns, novamente dois grupos, a um grupo foi pedido que segurassem um lápis na boca, com a ponta para a esquerda e a borracha da extremidade do lápis para a direita, este tarefa força seu rosto a se moldar numa expressão que se aproxima muito a de um sorriso, ao outro grupo, foi pedido que segurasse um lápis com uma extremidade dentro da boca e a outra apontando para frente, a expressão desta tarefa se assemelha muito a uma face carrancuda, brava. O resultado? O grupo que segurava o lápis moldando o rosto a um sorriso achou os cartuns mais engraçado que o outro grupo. O que isso significa? Nossa mente tem uma altíssima capacidade de associação, leia algo, e sua mente associará a algo que já tenha vivido, converse com alguém sobre algo, veja algo, pense algo, e sua mente fará milhares de associações.
Mas afinal, onde está o poder nesta história toda? É simples, nossa mente não filtra ideias, pensamentos, conversas, tudo é associado, ou seja, pense que você está muito doente e provavelmente você se sentirá mal, force-se a um sorriso, e seu dia pode ser melhor, o poder está na atitude que você toma (e ninguém pode fazer isso por ti) diante de cada fato da vida, diante de cada acontecimento, se você ficar bravo, tua mente irá entender que é isso que você deseja, mesmo que lhe faça mal, ela é muito obediente, se você forçar um sorriso, da mesma forma ela irá entender que é isso que você deseja naquele momento, para aquele dia.  Termino aqui desejando a todos muito pensamento positivo e transcrevendo um trecho do capítulo 4.
“... Pode-se perceber por que o comum aviso para ‘agir com calma e educação independente de como você se sente’ é um bom conselho: é provável que você seja recompensado sentindo-se de fato calmo e educado.”
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