quarta-feira, 27 de abril de 2011

Triângulo Rosa Um Homossexual no Campo de Concentração


Um grande abraço ao amigo blogueiro Hugo pelo belo trabalho que mantém em seu blog, local de onde transcrevo, com a permissão do mesmo, este texto.

Identificados como “triângulos-rosa”, milhares de homossexuais foram enviados para campos de concentração pelo regime de Hitler. Rudolf Brazda, que recebeu a matrícula 7952, ficou preso em Buchenwald – e é o último sobrevivente gay. Hoje com 97 anos, ele nos traz um relato ímpar, sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa histórica e marcado pela dor e pela esperança de quem sobreviveu aos horrores do nazismo. Estima-se que 10 mil homossexuais foram mortos por Hitler até o fim da Segunda Guerra Mundial. Marcados com um triângulo rosa invertido, hoje símbolo do movimento gay, eram obrigados a trabalhar como escravos, eram humilhados e mortos sistematicamente.
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Rudolf Brazda, nascido na Alemanha em 1913 de pais tchecos, foi condenado duas vezes pelo regime nazista por ser homossexual e depois deportado para Buchenwald. Ele ficou preso no campo durante 32 meses, até sua libertação em abril de 1945, e fixou residência na França.
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Jean-Luc Schwab, pesquisador e militante dos direitos dos homossexuais, nem imaginava que o último sobrevivente dessas deportações morava bem perto dele, na região de Mulhouse. Assumindo o papel de confidente de Rudolf Brazda, ele tomou seu depoimento e o complementou com profunda pesquisa histórica.
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Em 2008, aos 95 anos, Rudolf Brazda decidiu sair do anonimato. Após a inauguração de um monumento às vítimas homossexuais do nazismo em Berlim, na Alemanha, ele pôs fim a longos anos de silêncio. Surgia, então, aos olhos do mundo, o último sobrevivente conhecido dos quase dez mil homossexuais que estiveram nos campos de concentração nazista.
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Na aurora dos seus 97 anos, Rudolf Brazda nos deixa aqui um testemunho sem igual, raro, sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa histórica. Da ascensão do nazismo na Alemanha à invasão da Tchecoslováquia, da despreocupação no início dos anos 1930 ao horror do campo de concentração de Buchenwald, esta obra revela em detalhe, pela primeira vez, as investigações policiais que visaram inúmeros homossexuais no Estado nazista. Também aborda, com tato e sem tabu, a questão da sexualidade num campo de concentração. Esta é a história de um triângulo-rosa.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Colóquios de uma noite de devaneios


                                     Imagem: google

Penso que as vezes navego só
Solitário e errante
Pelos mares da vida.
Nem sempre sinto o vento,
Um sopro a me guiar.
Sinto como um curto-circuito
Sem saber para onde ir
Qual caminho tomar
Isar âncoras ou não.
São tempos de águas turbulentas
Céu escuro e vento forte.
Não vislumbro mais o horizonte,
Minha vista não mais o alcansa.
Havia uma pomba,
Uma pomba branca,
Não mais a vejo,
Tento olhar o lado bom,
Também não vejo abutres!
Mas não é fácil

Em sua embarcação chamado vida
Solitário
Errante pela vida
Na tentativa de acertar
De fazer a coisa certa.
Não me peça explicação                  
Pois não sei,
Não sei explicar
Não sou capaz de com palavras
Expresar emoções tam grandes.
A vida assim me fez
Ou assim me fez a vida,
Nem mesmo entendo
Apenas sinto,
Precinto,
E tento siguir meu caminho.
Sou inquieto,
Quero muito,
Ser muito,
Quero uma boa oportunidade,
Apenas uma,
E saberei uza-la
como jamais alguém usou!
Por vezes penso que carrego tantas coisas em meu íntimo
coisas e sentimentos suficientes para umas 3 pessoas,
tudo, em apenas uma!
Fico pensando se a história seguirá seu caminho normal
Nem notando a minha presença,
ou se ela jamais será a mesma depois de mim?
Presunsoso?
Arrogante?
Convencido?
Não, acho que sinceramente não,
Apenas alguém que não se conhece por inteiro,
Que não se entende nem um pouco,
Que se encanta com coisas que apavoram outros,
Que tem mais vontade que tempo hábil,
Mais idéias que papel,
Mais insistência que sabedoria!
Hà um ditado que me lembro desde a mais tenra infância:
“Água mole em pedra dura,
tanto bate até que fura.”
talvés esta seja minha sina,
provar a veracidade deste ditado,
se for, assim o farei!
Depois de tantos barcos,
tantos mares,
tantos tombos e tropeços,
depois de tantos subidas e descidas,
não me permito mais olhar para tráz,
o ontem é passado,
e haja o que houver,
sempre o será!
Há um norte em minha búsola,
e é para lá que navego!
Sinto muito por este norte,
muitas renúncias se apresentaram,
a escolha não foi fácil,
mas levantei áncoras e sarpei do porto da saudade, runo a solitária viagem do destino,
de porto incerto para atracar.
Uma vez, meu irmão me disse algo,
algo que carrego até hoje:
“Nunca trilhe caminhos por outros trilhados,
pois eles só levam até onde alguêm ja foi!”
No momento, acho que nem a entendi,
mas ela não me saia da cabeça.
Hoje, ainda não sei se a compreendo,
mas sei de uma coisa,
minha trilha é nova,
e minha foice ja está cega!
Pessoas percebem,
não sei se minha teimosia,
minha insistência ou minha força,
mas elas percebem
a ponto de dizerem que este país é pequeno para mim.
É com afinco que digo,
queria que percebesem também meu sofrimento,
minhas dificuldades,
minha solidão,
meus momentos de angustia,
meus gritos reprimidos dentro da boca
minhas dores caladas!
Vejo aqui um grande erro.
Quando adimiramos alguém do passado,
alguém que a história insistiu em registrar,
por incrível que parece,
apenas as situações de vitória sáo lembradas,
tornando-o quase um semi-deus,
algo inacançável para meros mortais como nós.
Balela, história para boi dormir,
como dizia minha finada avó,
como todos os preconceitos que a sociedade incutiu em sua mente
e você nem se deu conta,
isso também foi planejado,
alguns nasceram para o sucesso,
outros para o fracaço.
E,... você ja se perguntou o que é sucesso e fracasso?
para você!
não o que a sociedade diz!
aceite que noventa por cento do que a sociedade fala está errado,
só tem o objetivo de te adestrar.
Por vezes,
pensei em abandonar minha jangada,
tuparões são por demais perigosos,
talves um balão fosse mais seguro,
tão belo, colorido,
voaria alto, apalpando as nuvens,
mas quando vi o tamanho do primeiro dragão,
senti muita segurança no mar
e no agito das águas.
E aqui sigo,
de âncoras recolidas,
velas abertas
e uma frigideira na mão,
tubarão que se meta a besta pra ver o que é bom.
Vai um espetinho ai?
Assim é a vida,
não diria que uns naceram para o sucesso
e outros para o fracaço,
mas decididamente,
uns naceram para enfrenta-la de frente,
de peito aberto,
e destes é o direito do sucesso.
Querer,
é mais que uma vontade,
é mais que desejar,
é mais que chorar,
se esperniar,
é olhar para tráz,
vislumbrar tudo e todos
que pertencem a sua história,
cada passo ja dado,
e mesmo em meio as lágrimas da despedida,
solidão,
ou qualquer dragão que a vida lhe dé,
arregaçar as mangas
e por mais força,
porque o amanhã se tornará hontem,
e quando isso acontacer,
poderá se arrepender de algo do qual não é mais possível mudar!

                                                                                                (12/04/2011)

Meus queridos, peço desculpas pelo tamanho do texto, não foi intencional. Beijos.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mais uma Blogueira!!!

     Depois de uma boa conversa com uma amigona aqui da UFAM, adivinhem, a convenci de criar um blog para ela. Ficou lindo, ela tem bom gosto, também adorei o texto, no entanto, ainda estou me perguntando porque a foto do macaco, será uma alusão a mim? Será que pergunto muito? Mas se for isso, porque um macaco e não um filósofo? Ou serrá que apenas a incomodo como os macaquinhos do zoológico jogando sementes?
     Bem, seja o que for, vejamos se um post futuro responde! kkk. Abraços a todos. Beijos minha amiga e sucessos com o novo blog.

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