terça-feira, 24 de agosto de 2010

Peladão

Tenho que dar os parabéns a esta mulher, isso sim é iniciativa!




sábado, 21 de agosto de 2010

Minha História (Capítulo 13)


Esperança e esperança

07 de abril de 2004

            No início de todo este trabalho, uma coisa havia ficado decidida, de tempos em tempos faríamos uma conversa a 4, eu, Irmã Elizabete, Padre Pedro (reitor do seminário) e Dom João (Bispo da diocese) para apresentar a eles o trabalho que estava sendo feito e como estávamos caminhando. Este foi o primeiro dos encontros.
            Eu que havia de conduzir a conversa, de início, comecei com uma leitura bíblica que muito me atrai, 1° Coríntios capítulo 13, ao ouvir a primeira frase, Dom João muito se alegrou.


“Ainda que eu falasse línguas,
as dos homens e dos anjos,
se eu não tivesse o amor,
seria como sino ruidoso
ou como címbalo estridente.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia,
O conhecimento de todos os mistérios,
e de toda a ciência,
Ainda que eu tivesse toda a fé,
A ponto de transpor montanhas,
Se não tivesse o amor,
Eu não seria nada.
Ainda que eu distribuísse,
Todos os meus bens aos famintos,
Ainda que entregasse,
O meu corpo às chamas,
Se não tivesse o amor,
Nada me adiantaria,
O amor é paciente,
O amor é prestativo,
Não é invejoso, não se ostenta,
Não se incha de orgulho,
Nada faz de inconveniente,
Não procura seu próprio interesse,
Não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça,
Mas se regozija com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
Tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias desaparecerão,
As línguas cessarão,
A ciência também desaparecerá.
Pois o nosso conhecimento é limitado,
Limitada é também a nossa profecia,
Mas quando vier a perfeição,
Desaparecerá o que é limitado.
Quando eu era criança,
Falava como criança,
Pensava como criança,
Raciocinava como criança,
Depois que me tornei adulto,
Deixei o que era próprio de criança.
Agora vemos como em espelho e de maneira confusa,
Mas depois veremos face a face.
Agora o meu conhecimento é limitado,
Mas depois conhecerei como sou conhecido.
Agora, portanto permanecem estas três coisas:
A fé, a esperança e o amor.
A maior delas, porém, é o amor.”



Iniciei a conversa com os tópicos que havia feito, em primeiro lugar, ressaltando a primeira parte do trabalho de auto-aceitação, que foi o foco dos primeiros encontros, num segundo momento, um pouco mais abrangente, foi a analise feita da família, tanto materna quanto paterna, focalizando a família paterna, identificando uma autoprogramação inconsciente talvez por gerações, com atitudes autodestrutivas passadas de pais para filhos, prejudicando assim novas famílias e causando muito sofrimento.
            Num terceiro momento, focalizei a positivação e as descobertas que tenho feito, mas não quis comentar muito sobre isso, pois, nas intensas conversas que estava tendo com minha mãe nesse período, ela me contou muita coisa que escondia dos filhos para protegê-los, mas que eu precisava saber para perseguir neste trabalho, e ainda não comuniquei estes fatos novos a Irmã Elizabete.
            Ao terminar estes pontos, Irmão Elizabete me lembrou outras situações que deveriam ser partilhadas, a do emprego, que por sinal foi péssima experiência, muito rica em conhecimento e aprendizagem, mas foram dias amargos que passei naquela loja, e uma segunda, a vivência na família que havia me acolhido até quando precisasse ou quisesse ficar, que como a anterior, e ainda mais, foi muito valiosa e enriquecedora, são muito acolhedores, mas eu não consegui me acostumar, a realidade é diferente, o clima é diferente, e depois que eu perdi o emprego, achei mais complicado ainda ficar lá.
            Minha decisão final foi voltar para casa, assim o fiz, voltei para lá dia 26 de março de 2004, estou trabalhando na roça com meu irmão e daqui a pouco tempo também se inicia a colheita do café e ai tem muito trabalho a ser feito.
            Ao terminar esta exposição, deixei um espaço para tirar qualquer dúvida que houvesse ficado ou caso quisessem comentar algo, elogiaram muito o trabalho que Irmão Elizabete e eu estávamos fazendo, que o caminho é realmente este, que sigamos em frente animados. Dom João comentou que ficou admirado com toda a analise da família que consegui fazer, e Padre Pedro, que nunca me viu falar tão bem quanto hoje, sem gaguejar nenhuma vez (é... a homossexualidade reprimida faz coisas...(acrescentado atualmente rsrs)).
            Irmã Elizabete comentou um pouco como estava sendo para ela, que no início havia sido bem difícil, ela tinha que arrancar as informações de mim, mas agora eu já estava conseguindo expor fatos e sentimentos com maior facilidade. Em seguida ela me fez algumas perguntas que achava importante Dom João e Padre Pedro tomarem conhecimento.
            A primeira foi em relação as minhas perspectivas para o restante do ano, se havia gostado da conversa e se queria ter outras durante o ano ou não. Minha resposta foi rápida:
            -É claro que sim, a conversa a quatro foi extraordinária, me deixou super animado e esperançoso, muito alegre e quero sim que tenhamos outras oportunidades como esta.
            Em seguida, perguntou-me em relação à auto-aceitação, e pediu que eu atribuísse uma porcentagem para expressar o tanto que eu havia conseguido me aceitar, pensei um pouco e disse que estava numa faixa entre 50% a 60%  e pediu também que eu fizesse o mesmo em relação ao celibato, viver o celibato (abstinência sexual) como estou hoje, à qual atribuí 50%.
            Tanto Dom João quanto Padre Pedro deixaram bem claros que estão muito felizes e animados com o que viram e que estão torcendo para eu retornar ao seminário no próximo ano, mas que, independente da minha escolha, me respeitam na minha individualidade de ser humano e no meu direito de ser feliz da forma como achar melhor.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Minha história, Meu livro! Será possível?

Olá queridos amigos, preciso da ajuda de vocês para alavancar meus votos na concurso blogbooks, para votar, basta clicar no selo abaixo ou no selo no canto superior direito. Desde ja agradeço a ajuda e o apoio de todos. Você também está participando? deixe um comentário para que eu também possa votar no seu blog. Abraços a todos. Podem votar quantas vezes quiserem.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Minha História (Capítulo 12)

Um Encontro Com Jesus

18 de março de 2004
25 de março de 2004

            Aqui faço o resumo de duas conversas que tive com Aparecida e Irmã Elizabete, isso, primeiramente por esquecimento, quando me dei conta, estava já indo para outro encontro sem ter escrito o relato do anterior e também porque são bem parecidos com o anterior.
            Nestes dois encontros, bem parecidos, houve um momento de relaxamento, até eu consegui visualizar a casa, fiz uma modesta arrumação, coloquei umas coisas em ordem, visualizei um número em um desenho, visitei o referido mês de gestação, vi as senas, por um instante, brotaram algumas lágrimas, mas estas foram substituídas, tristeza gera tristeza, passado é passado, tenho de focar no presente, é apenas o que tenho, e perdoar falhas de meu pai por ter, também ele, sido criado de maneira equivocada e com péssimos exemplos.
            Ao final do encontro do dia 25, estava bem confuso, com interrogações imensas na mente, saí da casa, fui conduzido até um grande bosque, bem no centro havia uma grande árvore, alguém me esperava bem embaixo de sua majestosa sombra, ao me aproximar, o reconheci, Jesus me aguardava. Ouvi de forma suave:
            - Porque demorastes tanto meu filho? Ele me disse abraçando-me carinhosamente.
            Dei-lhe um abraço bem apertado, precisava disso, em especial neste momento, entreguei-lhe minhas preocupações, tudo o que me perturbava, chorei em seus braços até soluçar, perguntei insistentemente como filho rebelde porque tudo tem de ser assim. Num gesto terno e carinhoso, o mais carinhoso que já senti, ele me abraçou e me disse:
            - Você é assim, a realidade é assim, e assim você será feliz, é assim que eu te amo e o acompanho por teus caminhos.
            Desta longa jornada, de todos os encontros, incluindo os encontros com abordagem direta ao inconsciente, este foi o momento mais marcante que havia vivido, o momento em que senti a mais forte presença divina ao meu lado, me sustentando e confortando.

Ternura e intimidade pode virar livro

Meus caros leitores, através do blog de alguns queridos amigos e leitores, fiquei sabendo deste concurso, que transformará em livros o blog mais votado de cada categoria, achei bem interessante a iniciativa, confesso que nunca imaginei que um dia teria se quer essa oportunidade. Visitei alguns dos inscritos, votei em alguns, e votarei mais visto que pode votar quantas vezes quiser, depois de algumas visitas, achei que seria interessante participar desta experiência, bem, ai estou, inscrevi o ternuraeintimidade na categoria sexo (sexualidade). Se gostou do blog e quer me ajudar nesta mais nova experiência, basta clicar na logo abaixo e confirmar a seqüencia de caracteres, pode clicar quantas vezes quiser!

sábado, 14 de agosto de 2010

Pense! Diga não a homofobia.

É engraçado como as coisas acontecem, outro dia vi um vídeo no YouTube que gostaria de compartilhar aqui, quando, ao dedicar um breve tempinho a procura do mesmo, encontrei este do qual muito gostei também.


Bem, deixo aqui também o que fiz referencia no curto texto acima. Esse, caramba, se eu soubesse quem o fez, jura que lhe daria um beijo na boca rsrsrs!



Aproveito para pedir desculpas a meus grandes amigos leitores pela ausência com que tenho postado e visitado seus blogs, agora, com o início das aulas do segundo semestre do ano, trabalho, inglês, o tempo está bem escasso. Aprendi muito com todos vocês, cresci muito desde a criação deste espaço e sempre que possível, estarei tirando um tempo para por as postagens em dia e ler o que meus queridos amigos escrevem. Um grande abraço a todos.

domingo, 8 de agosto de 2010

Minha História (Capítulo 11)

Positivação

15 de março de 2004

            Estava um tanto ansioso, hoje foi o segundo encontro com ADI, e também foi muito bom.
            Logo no início, Aparecida perguntou-me como estava depois daquele primeiro encontro, disse-lhe que um tanto revoltado com o que havia descoberto, tanto ela quanto Irmã Elizabete concordaram, disseram que é normal, sinal que está surtindo efeito.
            Pediu que eu me colocasse numa posição bem confortável, deitei e comecei a relaxar, o corpo todo, ouvindo uma serena música de fundo. Logo após pediu que eu me imaginasse numa cachoeira, mergulhasse e que procurasse uma trilha que havia ao lado da cachoeira, que a seguisse até encontrar uma casinha, pequena, bonitinha, mas tinha as janelas todas fechadas. A porta estava aberta, então entrei, era escura, estava limpa, porém vazia, pediu que eu procurasse o porão, o encontrei, desci a escada de 9 degraus, era muito escuro, empoeirado, cheio de teias, e a escada estava com o corrimão quebrado.
            Convidou-me a fazer uma limpeza neste porão, nossa..., como deu trabalho, durante esta limpeza, encontrei duas pequenas janelas que, abertas, ajudaram a clarear o ambiente. Ao terminar a limpeza, pediu que eu olhasse para a escada de 9 degraus, pediu que eu observasse se havia algum degrau quebrado, havia, o sexto degrau estava com a tábua rachada em duas partes, então ela disse:
            - Peça a sábia para te levar ao sexto mês de gestação, te mostrar esta imagem.
            Meio embaçado aos poucos tudo foi tomando forma, não consegui entende o que meu pai falava com minha mãe, os dois estavam sozinhos, estavam exaltados, mas não conseguia ouvir o que falavam, senti muito medo, insegurança, incerteza:
            - Peça à sábia que lhe mostre números com o oposto desta sena.
            Ela me mostrou o 03, o 07 e o 3, em ambos, os dois primeiros se referem as respectivos meses de gestação, o último já em anos de vida, fiscalizei senas diferentes, todas alegres, um forte sentimento de acolhimento, carinho, conforto.
            Depois de ver estas senas, voltei ao sexto mês de gestação, porém não consegui mais visualizar aquele sena ruim, negativa, via sorrisos, abraços, um ambiente feliz, não sentia mais medo, a sena havia sido substituída por senas positivas de outros períodos, elas se referiam a este método como “positivação”.
            Voltei ao porão, olhei a escada, estava perfeita, o sexto degrau estava completamente novo, subi a escada e olhei a casa, estava mais clara, arejada, havia aparecido uma cama, uma pia, um fogão e uma cafeteira, alguns copos sobre a mesa. Lembra-se do capítulo anterior?  A casa passou anos abandonada, apenas agora esta sendo decorada.
            Terminando de olhar a casa, pediu que eu voltasse para a cachoeira, que eu mergulhasse novamente, ela contou vagarosamente de 1 a 10 e pediu que eu abrisse os olhos bem devagar, e eu voltei...
            Ao relatar como foi, disse que menos provocante que o anterior, pois não consegui, ou não quis inconscientemente, escutar o que meu pai falava para minha mãe.
            Conversamos mais um pouco e Irmã Elizabete, tomando a palavra, disse que já havia mais luz em meu olhar, no entanto, também havia algo me preocupando.
            - O que mais te preocupas neste dia?
            - Ja sabes, respondi ligeiro.
            - Sei não, sei apenas o que você me diz, só você pode se abrir ou não.
            Confesso que estava bem envergonhado, não tinha idéia se Aparecida sabia sobre minha homossexualidade, nem imaginava como ela iria reagir, mas... decidi correr o risco:
            - Por causa do Lucas (seminarista também, ficávamos juntos no quarto quando eu ainda estava no seminário, comentei sobre ele também numa das primeiras conversas), o Lucas que está me preocupando, disse sem olhar para Aparecida, e isso foi o suficiente para conversarmos mais uns 40 minutos.
            - E isso tem solução, perguntou-me Irmão Elizabete.
            - Sim, basta que eu aprenda a lhe dar com este sentimento. Bem, depois desta resposta, qualquer um que estivesse ali entenderia que o estou amando, amando e sofrendo por amar.
            - Depois que vocês conversaram, mudou algo entre a amizade de vocês?
            - Bem, naquele dia, ao nos despedirmos, ele disse que ligaria pra gente conversar outro dia, porém não ligou, sábado pela manhã fui ao seminário fazer uma visita, vi todos exceto ele, no domingo, na missa, nos encontramos novamente, todos os seminaristas estavam, menos ele, inclusive um estava utilizando o perfume dele, inconfundível, seria capaz de reconhecê-lo em qualquer lugar, um aroma dose, único, assim como ele, estou com medo que ele esteja me evitando agora que sabe que sou gay e gosto dele.
            Irmã Elizabete, com toda sua calma, disse-me que eu estava me precipitando, o medo de perdê-lo estava fazendo isso, visto que para onde ele vai (Rondônia), a possibilidade de se verem algum dia é bem pequena. E prosseguiu:
            - As pessoas aparecem em nossas vidas para cumprir uma tarefa, e o Lucas já cumpriu a dele, tocou seus sentimento, fez você tomar coragem de se olhar de frente, sem medo, de se assumir, agora está na hora dele ir, querer ele perto de você é bom, sempre queremos quem amamos perto de nós, mas isso não está em suas mãos, cada pessoa tem que viver sua vida, ajudando as outras e não prendendo, e..., você foi orgulhoso, devia ter ligado para ele, ter perguntado porque não ligou, está perdendo tempo, a cada dia que passava é um dia a menos que ele estará aqui.
            Bem. Confesso que minha mente entendia bem o que ela acabara de me dizer, mas meu coração não queria entender, meu coração não queria saber se ele ia ou não para Rondônia, se ele era gay ou hetero, se ele me amava ou amava alguma colega de classe, meu coração queria ele ao seu lado...
            Mas foi assim, eu fingi me conformar, e terminamos a conversa.

sábado, 7 de agosto de 2010

Uma Bela História de Amor

Por acaso encontrei este vídeo, bem, há quem diga que nada é por acaso, e na verdade, eu também acredito que nada aconteça por acaso, no entanto, foi assim que o encontrei perdido na net, entre tanta informação inútil, entre meio a poeiras e bagulhos, uma pedra preciosa!



Encontrei este em outro site, no entanto, a incorporação não está funcionando muito bem, este está legendado. Caso não consigam ver, tentem este link, direto no site.

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