sábado, 24 de julho de 2010

Minha História (Capítulo 9)



Atitude de Não-aceitação

10 de março de 2004

            Em primeiro lugar, nesta conversa, mostrei a Irmã Elizabete os gráficos que havia feito baseado na analise familiar do encontro anterior, revelando a divisão familiar.
            Neste gráfico, de início, estavam envolvidos apenas os homens, tanto por parte de mãe quanto por parte de pai, e, apesar de classificar alguns com o símbolo de feminino, não significa que também sejam homossexuais. Eis o modelo de classificação:
            Com o símbolo de masculino indiquei os que são muito parecidos com meu avô paterno, nervosos, insensíveis, nada carinhosos, num total de 66,6% dos homens da família.
            Com o símbolo de feminino, indiquei os que eram parecidos com meu avô materno, carinhoso, calmo, tranqüilo, responsável, dando um total de 20%.
            Alguns que apresentavam características de ambos os lados, assinalei com um sinal duplo de ambos os sexos, dando um total de 13,4%.
            Com este gráfico, ficou bem claro qual a realidade da minha família e também foi possível analisar o quadro padrão de atitudes, muitas vezes idênticas, de auto-destruição assumidas por muitos da família, sendo talvez, um fato contribuinte no momento da formação de minha orientação sexual.
            A cada homem analisado, do total de 100% apresentado acima, atribuí um símbolo ou uma cor, colocando depois estes símbolos em uma balança, de um lado, bem no alto, os referentes às pessoas que pareciam com meu avô paterno, e do outro lado, mais embaixo, dando mais peso, os que apresentavam características do meu avô paterno e ambas as características, dando um total de 33,4%.
            Simbolizei estes últimos com maior peso porque, apesar de serem em menor número, aparentam ser mais orientados que os outros 66.6%, tomam atitudes mais acertadas tanto na vida familiar quanto na vida profissional e cometem menos besteiras na vida.
            Após esta breve análise do quadro familiar, partimos para outro assunto mais ligado a este anterior. Irmã Elizabete me perguntou se seria possível modificar isso, justamente o que eu tanto pensava enquanto ia para o encontro.
            Fiquei muito triste quando ela me disse, mas é a realidade, e se quero algum dia viver feliz, tenho que aceitar esta realidade. Segundo ela, especialmente a isso, não há nada que possa ser feito, passarei o resto de meus dias sentindo atração pelo mesmo sexo, a única coisa a meu alcance, é trabalhar e integrar esta parte de mim, tão rejeitada e desprezada até hoje, para que no futuro, eu seja uma pessoa centrada e feliz.
            Perguntei então sobre a ADI (abordagem direta ao inconsciente), se não há nada que podia ser feito. Disse-me que poderia me ajudar a fazer algumas descobertas, mas que não mudaria a realidade, somente me ajudaria a superar este momento de crise que estou passando.
            Como demonstrei interesse, Irmã Elizabete mesmo se dispôs a marcar a primeira seção com Aparecida, aqui mesmo na cidade, pessoa esta de sua confiança. Este primeiro encontro será amanhã as 14:0 horas. Fiquei muito feliz e animado com as descobertas que poderia fazer.


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4 comentários:

  1. Não nós deixe de informar de suas descobertas...
    Um bom domingo! Abçs!
    PS: Que imagem acolhedora!

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  2. Sobre o beijo? Gostei de sua manifestação. Obrigado por isso. Quanto ao amor em si, penso que quanto ao amor sexo, cor, tudo é possível. O amor por si só tem a sua linguagem.
    Obrigado sempre pela sua visita e comentário.
    Um grande abraço!

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  3. Oi Garoto, como está?
    Menino, massa demais o texto, rs
    Pra tu tbm um feliz di do amigo meio atrasado, rs
    Bjo

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  4. Convivi pouquíssimo com homens, na minha família a grande maioria são mulheres. Além disso não conheci meus avós e também não convivi muito com minha família da parte de pai... rsrs.

    Fiquei impressionado como esta irmã Elizabete te conduziu, não é todo mundo que fala que a homossexualidade não tem como ser mudada. Muitas pessoas ainda acham que é tudo uma "escolha" e indo em algumas terapias pode-se resolver tudo. Você teve uma grande sorte!

    Beijo!

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