sábado, 31 de julho de 2010

Minha História (Capítulo 10)

Primeiro encontro com a ADI

11 de março de 2004

            Quando o horário marcado foi se aproximando, fui ficando ansioso, afinal, seria minha primeira experiência com a ADI (Abordagem Direta ao Inconsciente), além de haver a partir de agora uma pessoa a mais envolvida neste meu processo de auto-aceitação.
            Quando cheguei, já foi a Aparecida que veio me receber, uma jovem baixa, magra, morena, cabelos lisos, linda e muito simpática. Logo fomos para uma salinha ao lado, Irmã Elizabete foi junto, perguntou se seria necessário, achei melhor ela estar presente. Aparecida me explicou o que iria fazer e pediu que eu não pensasse na resposta, simplesmente respondesse com aquele relâmpago que passa por nossa mete ao ouvir a pergunta.
            De início, ele pediu que eu ficasse numa posição bem confortável, bem relaxante, que eu me imaginasse numa praia, fosse caminhando, caminhando até encontrar uma casa. Lembro-me nitidamente, coitadinha da casa, estava tão acabada, a pintura tão velha, telhas quebradas, a madeira estragada e dentro, para minha surpresa, quase nada, apenas uns quadros.
            Logo depois, pediu que eu procurasse um espelho, vi um na parede ao meu lado. Perguntou-me;
O que eu vê?
Uma criança, respondi.
Tem algum número no espelho?
Sim.
Qual?
O  4.
O 4 ou 04?
O 04, respondi, o vi nitidamente, ela prosseguiu.
Vê alguma sena no espelho?
Era a sena do quarto mês de gestação de minha mãe, vi nitidamente que meu pai brigava com ela, discutiam, ele queria uma menina, ela já tinha um menino, quem mandou você ficar grávida, ouvi ele dizer. Depois de ver toda essa sena, me orientou a pedir a sábia (o inconsciente) que me revelasse outro número, desta vez com o oposto desta sena, vi o número 07, nesta sena, meu pai estava abraçando minha mãe, estavam contentes porque eu ia nascer. Mostrou-me mais uma sena positiva e depois pediu para eu tentar ver a sena negativa do quarto mês novamente, lá estava ela, assombrosa, mostrou-me mais algumas senas positivas, situações contrárias àquela sena, e quando voltei ao quarto mês, não vi mais aquela sena, ela havia sido substituída.
            Ela pediu para eu voltar para a casa, observei de imediato uma cômoda num canto, uma cômoda que não estava lá antes e a pintura estava mais nítida, mais viva, saí da casa, continuei caminhando, ela contou de 1 a 10 e eu voltei, devagar, meio tonto, mas voltei.
            A experiência foi fantástica, bem..., na verdade ainda não sei se fantástica ou dramática, estava meio confuso, foram muitas informações, comecei a descobrir um dos motivos que talvez tenha me levado a ser o que sou hoje, um homossexual, comprovei que já no quarto mês de gravidez meu pai já desejava uma menina. Isso provocou em mim um pouco de revolta, afinal, ele definiu certas coisas em minha vida para todo o sempre, ou melhor, fez com que meu inconsciente definisse certas coisas imutáveis.
            Ao final perguntei o que simbolizava a casa, e para minha surpresa, a casa sou eu, devido a repressão que provoquei para esconder  e fugir do que sou, não decorei a casa. Há muito trabalho pela gente, o próximo encontro será segunda feira, esta casa vai ficar um verdadeiro brinco!


Hoje:
            Faço aqui um esclarecimento para quem, por ventura, não tenha conseguido acompanhar esta história desde o início. Ninguém nasce pronto, nós, humanos, estamos sempre em processo de crescimento e aprendizagem, este, por mais doloroso que tenha sido, foi o meu, e não está concluído, ainda hoje aprendo muito e sei que muito mais tenho a aprender.
            Como já deixei claro em outros posts aqui no blog, na época em que isso aconteceu, no ano de 2004, acreditava piamente que eu era uma aberração, como até já fui chamado, acreditava piamente que era nada mais que um erro da natureza, bem, é como fui criado, daí a me rebelar contra isso tudo, era um passo gigantesco, passo este que consegui, com o apoio de pessoas maravilhosas, dar, um depois do outro, uns até rápidos, outros lento por demais, mas nunca parei.
            Não se desesperem meus queridos leitores por favor, rsrsrs, já postei outros textos também relatando que hoje vejo tudo isso apenas como uma obra de arte na natureza e da criação, o erro não era eu, não sou eu, sou tão perfeito e maravilhoso como sol lá no alto ou a lua que prateia o mar a noitinha, o erro são os padrões humanos, criados, impostos, o erro não existe, existe o que o homem criou e adotou!

domingo, 25 de julho de 2010

Watercolors




Um amor, simples palavras, palavras arrebatadoras,
Um amor que pode traçar toda uma vida
Todo um destino
Amores que simplesmente vêm
Acontecem
E não vão mais.

Transcendem as palavras
Os momentos
O entendimento
A própria mente e o universo

Um amor
Simplesmente quatro letras
Quatro letras...
Cicatrizes permanentes
Momentos eternos
Que assombram...
Ou elevam.


Acho que estas palavras dispensam qualquer comentário referente ao filme, apenas um conselho, se assim como eu, você é uma pessoa emotiva, assista a este filme não com um lenço, mas com um lençol!

Trailer

sábado, 24 de julho de 2010

Minha História (Capítulo 9)



Atitude de Não-aceitação

10 de março de 2004

            Em primeiro lugar, nesta conversa, mostrei a Irmã Elizabete os gráficos que havia feito baseado na analise familiar do encontro anterior, revelando a divisão familiar.
            Neste gráfico, de início, estavam envolvidos apenas os homens, tanto por parte de mãe quanto por parte de pai, e, apesar de classificar alguns com o símbolo de feminino, não significa que também sejam homossexuais. Eis o modelo de classificação:
            Com o símbolo de masculino indiquei os que são muito parecidos com meu avô paterno, nervosos, insensíveis, nada carinhosos, num total de 66,6% dos homens da família.
            Com o símbolo de feminino, indiquei os que eram parecidos com meu avô materno, carinhoso, calmo, tranqüilo, responsável, dando um total de 20%.
            Alguns que apresentavam características de ambos os lados, assinalei com um sinal duplo de ambos os sexos, dando um total de 13,4%.
            Com este gráfico, ficou bem claro qual a realidade da minha família e também foi possível analisar o quadro padrão de atitudes, muitas vezes idênticas, de auto-destruição assumidas por muitos da família, sendo talvez, um fato contribuinte no momento da formação de minha orientação sexual.
            A cada homem analisado, do total de 100% apresentado acima, atribuí um símbolo ou uma cor, colocando depois estes símbolos em uma balança, de um lado, bem no alto, os referentes às pessoas que pareciam com meu avô paterno, e do outro lado, mais embaixo, dando mais peso, os que apresentavam características do meu avô paterno e ambas as características, dando um total de 33,4%.
            Simbolizei estes últimos com maior peso porque, apesar de serem em menor número, aparentam ser mais orientados que os outros 66.6%, tomam atitudes mais acertadas tanto na vida familiar quanto na vida profissional e cometem menos besteiras na vida.
            Após esta breve análise do quadro familiar, partimos para outro assunto mais ligado a este anterior. Irmã Elizabete me perguntou se seria possível modificar isso, justamente o que eu tanto pensava enquanto ia para o encontro.
            Fiquei muito triste quando ela me disse, mas é a realidade, e se quero algum dia viver feliz, tenho que aceitar esta realidade. Segundo ela, especialmente a isso, não há nada que possa ser feito, passarei o resto de meus dias sentindo atração pelo mesmo sexo, a única coisa a meu alcance, é trabalhar e integrar esta parte de mim, tão rejeitada e desprezada até hoje, para que no futuro, eu seja uma pessoa centrada e feliz.
            Perguntei então sobre a ADI (abordagem direta ao inconsciente), se não há nada que podia ser feito. Disse-me que poderia me ajudar a fazer algumas descobertas, mas que não mudaria a realidade, somente me ajudaria a superar este momento de crise que estou passando.
            Como demonstrei interesse, Irmã Elizabete mesmo se dispôs a marcar a primeira seção com Aparecida, aqui mesmo na cidade, pessoa esta de sua confiança. Este primeiro encontro será amanhã as 14:0 horas. Fiquei muito feliz e animado com as descobertas que poderia fazer.


Homens Gatos - Recados Para Orkut



domingo, 18 de julho de 2010

Relatos Científicos

5 mitos sobre homossexuais para descrentes 

1.Animais são totalmente “héteros”


Apesar da percepção popular de que pares de homens e mulheres são a única maneira "natural", o reino animal é realmente cheio de exemplos de casais do mesmo sexo. Pingüins, golfinhos, bisontes, cisnes, girafas e chimpanzés são apenas algumas das muitas espécies que, por vezes, emparelham-se com parceiros de igual gênero.
Os investigadores ainda estão ponderando sobre a razão evolutiva, se houver, para o sexo gay entre animais, uma vez que não produz descendência. Algumas idéias são de que ele ajuda a fortalecer os laços sociais ou incentive alguns indivíduos a concentrar seus recursos em consolidar seus sobrinhos e sobrinhas, assim, aumentar seus próprios genes indiretamente.
Ou pode simplesmente ser divertido. "Nem todo ato sexual tem uma função reprodutiva", disse Janet Mann, um biólogo da Universidade de Georgetown.
Namoros entre indivíduos masculinos são freqüentes entre os mamíferos de pescoço comprido. Muitas vezes, um homem vai começar carícias com outro antes de continuar a montar ele. Este jogo carinhoso pode demorar até uma hora. Segundo um estudo, uma em cada 20 girafas macho será encontrado tendo carícias com outro macho em qualquer instante. Em muitos casos, a atividade homossexual é dita ser mais comum do que a heterossexual.

2.Relacionamentos Gays não são duradouros


Outro estereótipo é de que as relações homossexuais não são tão reais ou de longa duração como as heterossexuais.
A investigação descobriu que, pode ser falso. Estudos de longo prazo de casais homossexuais indicam que seus relacionamentos são tão estáveis quanto os héteros.
"Há evidências consideráveis de que tanto as lésbicas e os gays querem ser forte, relacionamentos comprometidos [e] são bem sucedidos na criação destas parcerias, apesar das dificuldades criadas pelo preconceito social, o estigma e a falta de reconhecimento legal para as relações do mesmo sexo na maior parte os E.U.A ", disse a psicóloga Anne Peplau da UCLA (University of California, Los Angeles), co-autora de um capítulo do livro sobre o assunto publicado em 2007 para a Annual Review of Psychology.
Por exemplo, John Gottman, professor emérito da Universidade de Washington de psicologia, e seus colegas coletaram dados de casais homossexuais por 12 anos, e descobriram que cerca de 20 por cento tinham rompido a relação durante esse tempo. Essa taxa projetada durante um período de 40 anos é ligeiramente inferior à taxa de divórcio para os primeiros casamentos entre casais heterossexuais sobre o mesmo período de tempo, de acordo com o estudo publicado em 2003 no Journal of Homosexuality.
"A implicação geral desta pesquisa é que nós temos que nos livrar de todos os estereótipos do relacionamento homossexual e ter mais respeito por elas como relações de compromisso", disse Gottman.
Finalmente, o mesmo estudo ainda descobriu que os casais gays tendem a ser melhor em resolução de conflitos e estimular emoções positivas.

3.A maioria dos pedófilos são gays




Um mito particularmente pernicioso é que a maioria dos adultos que abusam sexualmente de crianças são homossexuais. Um número de investigadores analisaram esta questão para determinar se os homossexuais são mais propensos a serem pedófilos do que os heterossexuais, e os dados indicam isso que não é o caso.
Por exemplo, num estudo de 1989 conduzido por Kurt Freund, do Instituto Clarke de Psiquiatria no Canadá, os cientistas mostraram imagens de crianças a adultos homens gays e heterossexuais, e mediu a excitação sexual. Os homens homossexuais reagiram mais fortemente para fotos de crianças do sexo masculino do que os homens heterossexuais reagiram às fotos das crianças do sexo feminino.
Um estudo de 1994, liderado por Carole Jenny do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado, pesquisou 269 casos de crianças que foram molestadas sexualmente por adultos. Em 82 por cento dos casos, o suposto criminoso foi um parceiro heterossexual de um parente próximo da criança, os investigadores relataram na revista Pediatrics. Em apenas dois dos 269 casos, o agressor foi identificado como sendo gay ou lésbica.
A investigação empírica não indica que homens gays ou bissexuais são mais prováveis do que homens heterossexuais para molestar crianças", escreveu Gregory M. Herek, um professor de psicologia na Universidade da Califórnia em Davis, em seu site. Herek, que não esteve envolvido em nos estudos de 1989 ou 1994, elaborou uma revisão de pesquisas sobre o tema.

4.Pais Gays não são tão bons quanto um pai e uma mãe


Muitos daqueles que se opõem ao casamento gay e adoção por homossexuais dizem que os pais do mesmo sexo não são bons para crianças, e que uma criança precisa de pai e uma mãe para crescer e se tornar um adulto saudável. Entretanto, pesquisas mostram que filhos de pais homossexuais tendem a se sair muito bem em suas vidas.
Por exemplo, um estudo recente analisou cerca de 90 adolescentes, metade do sexo feminino que vivem com casais do mesmo sexo e os outros com os casais heterossexuais, mostrando que ambos os grupos se saíram da mesma forma na escola. Garotos adolescentes de famílias do mesmo sexo tiveram médias de notas de cerca de 2,9, em comparação com 2,65 para os seus homólogos nos lares heterossexuais. As meninas adolescentes mostraram resultados semelhantes, com média de 2,8 para as que convivem em famílias “alternativas” e de 2,9 para meninas em famílias heterossexuais.
Outro estudo descobriu que crianças que possuem duas mães ou dois pais eram mais prováveis do que suas contrapartes em casas "tradicionais" a realizarem atividades delinqüentes, tais como danos as propriedade alheias, furtos e participação em brigas. “A finalidade da pesquisa é que a ciência mostra que crianças criadas por dois pais do mesmo sexo ,em média são muito parecidas com aquelas criadas por dois pais de sexo opostos", disse Timothy Biblarz, um sociólogo da Universidade do Sul da Califórnia. "Isso é obviamente incompatível com a tese generalizada de que as crianças devem ser criadas por uma mãe e um pai para que possam crescer saudavelmente”. Ambos os estudos foram descritos em um documento de revisão de literatura publicada em Fevereiro de 2010, no Journal of Marriage and Family.
5.Ser gay é uma escolha


Enquanto alguns afirmam que ser gay é uma escolha, ou que a homossexualidade pode ser curada, há evidências de que a atração pelo mesmo sexo é pelo menos parcialmente genéticos e de base biológica.
Para testar se os genes desempenham algum papel quanto esse aspecto, os pesquisadores compararam os gêmeos idênticos (em que todos os genes são compartilhados) com gêmeos fraternos (em que cerca de 50 por cento dos genes são compartilhados). Na revisão de 2001, tais estudos com gêmeos relatou que quase todos gêmeos idênticos encontrados foram significativamente mais propensos a compartilhar uma orientação sexual - isto é, ser tanto gay, hétero ou ambos - do que gêmeos fraternos, que são geneticamente menos próximos. Tais achados indicam que os genes correspondem como um fator que designa a orientação de uma pessoa.
Outros estudos encontraram que os efeitos biológicos, tais como a exposição hormonal dentro do útero, também podem desempenhar um papel na definição da orientação sexual. E os resultados das diferenças fisiológicas, como diferentes formas da orelha interna entre as mulheres homossexuais e heterossexuais, contribuem para essa constatação.
"Os resultados apóiam a teoria de que as diferenças no sistema nervoso central existem entre os indivíduos homossexuais e heterossexuais e que as diferenças são possivelmente relacionadas a fatores no início do desenvolvimento do cérebro", disse Sandra Witelson, da Universidade McMaster, em Ontário, um dos autores do estudo do ouvido interno de 1998, publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences.

Texto retirado na íntegra do blog “Que Foi? Blog 2.0” com permissão do proprietário.

sábado, 17 de julho de 2010

Ao Querido Amigo Wanderley


Primeiramente quero agradecer publicamente aqui a todos que dedicam alguns minutos de seu tempo navegando em meu blog e por vezes deixando belos e questionadores comentários. Digo que por vezes, a falta de tempo e o desanimo me abatem, releio os comentários, uns e outros, e decido continuar, um grande abraço e um muito obrigado a todos.
Agora, quero aqui registrar algumas palavras ao querido amigo Wanderley, referente ao comentário deixado no post Minha História (Capitulo 8).
Querido amigo, concordo plenamente contigo, tanto no questionamento, quanto ao fato de dizer que daria para conversar vários dias sobre o assunto. Se observou, coloquei o polêmico (rsrsrs) talvez entre aspas, isso porque não quis alterar nada no texto originalmente escrito em fevereiro de 2004, nesta época eu estava muito empenhado em saber o porque, desejava ardentemente uma resposta, queria saber a qualquer custo o porque de eu ser diferente dos meus irmãos inclusive.
Foi bem difícil, confesso, mas com o passar do tempo, conversas, leituras, pessoas diferentes, pesquisa, passei a observar que, desde que o ser humano apareceu na face da terra, a homossexualidade apareceu com ele, isso no reino humano, porque no reino animal também é da mesma forma.
Tudo ficou mais claro, não está perfeito hoje, esta é uma perfeição que não desejo e nem julgo existir, é um crescer gradual, mas para mim, hoje, tanto faz, já cheguei a conclusão que apenas a natureza detêm esta resposta, assim como ela guarda o mistério do arco-íres após a chuva.
Meu caro amigo, um grande abraço, obrigado pelo questionamento e pela amizade, tudo de bom.

domingo, 11 de julho de 2010

Minha História (Capítulo 8)

Semelhanças Familiares

09 de fevereiro de 2004

            Esta foi a primeira conversa que tive com a Irmã Elizabete depois que mudei, não estou mais no seminário, estou morando na casa de uma família aqui da cidade, um casal exemplar, dois filhos, e me acolheram durante este ano ou os meses que forem necessários.
            Na conversa com Irmã Elizabete, levei uns papeis que havia pedido para eu preparar, descrever as características e qualidades de todas as pessoas da família que eu me lembrasse, tanto por parte de mãe quanto por parte de pai.
            O resultado foi incrível, no início, ela pediu para eu ler tudo que havia escrito sobre os homens da família, em voz alta, e em seguida para assinalar com o símbolo de masculino (círculo com a seta para a direita) os que tivessem as mesmas características do pai do meu pai, meu avô, que era chato, bebia muito, brigava freqüentemente com os filhos e esposa, autoritário, mulherengo, nunca ia a igreja, e não se percebia carinho nem afeto em seus atos, depois assinalar com o símbolo de feminino (círculo com uma cruz para baixo) os que tivessem as características do pai da minha mãe, meu avô materno, cuja lembrança era bem pequena, mas me lembrava que era carinhoso, atencioso, alegre, mais humano. Caso alguém possuísse ambas as características, poderia marcar com os dois símbolos juntos.
            Marcando todos, com exceção da minha pessoa que é a que está sendo trabalhada, foi de admirar o resultado. De um total de 15 pessoas, 3 foram assinaladas com o símbolo do feminino, 2 com os dois símbolos e 10 com o símbolo do masculino.
            Simbolizando cada pessoa e classificando-as como orientadas ou desorientadas de acordo com suas atitudes, chegamos à conclusão de que a família, em sua totalidade, está mais focada no lado negativo que positivo, tem um grande número de pessoas que bebem, só gostam de diversão, são totalmente imunes a qualquer tipo de sentimento e muito desumanas. Este é um quadro preocupante, revela que a família é vítima de uma alto-programação, fazendo com que os bebês já nasçam com estas tendências que se agravam ainda mais ao crescerem e serem educadas num ambiente que apresenta estas condições.
            Algum dia através de alguma pessoa teve início esta alto-programação, que permanecerá por toda a vida da família, até que alguém apareça e a quebre:
“- e você vai quebrá-las, já está fazendo isso!”. Foram as últimas palavras da irmã nesta conversa.
            As vezes penso que estes trabalhos estão um pouco distante do tema central, mas percebi que não, talvez seja justamente por querer negar e fugir desta realidade brutal, desse machismo descontrolado, que eu tenha me tornado homossexual, “talvez”, durante a gravidez de minha mãe ou no primeiro ano de vida, os exemplos de homem que vi e senti não foram bons, fazendo com que meu inconsciente registrasse que não era vantajoso ser homem, que não era humano ser homem daquela forma, que não era racional ser homem daquela maneira, sobrando apenas a mulher, para meu inconsciente tomá-lo como exemplo, sendo “talvez” a origem do meu desejo e atração pelo masculino, o invés do feminino.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Desejos

Hoje estou possuído
Sentindo algo diferente
Ardente...
Queimando
Sinto algo estranho por dentro
Um nó na garganta
Uma excitação...
Estranha
Diferente

Me possua
Agarre-me em seus braços...
Fortes...
Me segure
Jogue-me na cama
Beije-me
Eu preciso!

Um calor que acalenta,
Uma mão que sustenta,
Um beijo enobrecedor,
Um aperto forte,
Estou a tua espera!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Homossexualidade: Uma Abominação

          Um texto inspirado escrito em homenagem ao ser que enviou aquele sensível e delicado e-mail o amigo Fabrício Viana.

"Caro ser anônimo, cuja vida deve lhe impedir que se mostre,

          Agradeço-lhe por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus, e digo, tenho aprendido muito com gestos como o seu. Quando alguém tenta defender a homossexualidade, por exemplo, eu simplesmente lembro que Levítico 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação (“Não se deite com um homem, como se fosse uma mulher: é uma abominação”). Fim do debate. No entanto, tenho algumas dúvidas quanto a algumas leis e preceitos e gostaria da ajuda de pessoas esclarecidas e imparciais como você para me ajudar a chegar a uma solução humana e digna perante Deus, seguem algumas delas:


1 = Levítico 1:9 diz: (“....É um holocausto: oferta queimada, de suave odor para Java.”).
Entendo que Deus, sendo uma divindade, lhe agrade tal odor, no entanto, meus vizinhos me atormentam a cada touro que eu queimo, devo queimá-los por heresia ou apenas apedrejá-los?

2 = Em Êxodo 21:7 diz: (“Se alguém vender a filha como escrava, esta não sairá como saem os escravos.”).
Tenho uma bela filha e, sabe, estou com algumas dívidas e os juros são bem altos, qual seria o preço justo hoje?

3 = Levítico 15:19-24 diz: (“Quando uma mulher tiver sua menstruação, ficará impura durante sete dias. Quem a tocar ficará impuro. O lugar em que ela deitar ou sentar, enquanto estiver impura, estará impuro...”).
Tento, com muito carinho e paciência explicar isso para elas, mas elas sempre encaram como uma grande ofensa, como faça para convencê-las dessa verdade?

4 = Levítico 25:44 diz: (“Os escravos e escravas de vocês deverão ser comprados dentre as nações que estão ao redor”.).
Mas eu não quero um uruguaio ou argentino, eu quero um escravo cubano, são mais humanos, como faço?

5 = Levítico 35:2 diz: (“Vocês podem trabalhar durante seis dias; o sétimo dia, porém, é para vocês o dia de descanso solene em honra de Javé. Quem trabalha no dia de sábado é réu de morte”).
Não sei mais o que fazer, meu filho arrumou um trabalho no shopping da cidade e não quer obedecer a lei de deus e o padre da cidade também trabalha aos sábados, devo matá-los eu mesmo? Não serei preso por cumprir uma lei de deus?

6 = Levítico 11:10 diz: (“Mas todo aquele que não tem barbatanas e escamas e vive nos mares ou rios, todos os animais pequenos que povoam as águas, e todos os seres vivos que nelas se encontram, vocês considerarão impuros”).
Meu vizinho insiste que a homossexualidade é uma abominação maior que comer camarão (ele ama camarão, come toda semana), eu não concordo, acho que são abomináveis igualmente, pode nos esclarecer, por favor?

7 = Levítico 21:18-20 diz (“Não poderá apresentar-se ninguém defeituoso...”).
Preciso de esclarecimento a respeito destes versos, minha mãe foi se aproximar do altar do senhor, mas ela usa óculos e tem problema de coluna, não a permiti claro, mas agora ela não fala mais comigo, como a faço entender?

8 = Levítico 19:27 diz (“Não cortem as pontas dos cabelos em redondo e não aparem a barba”).
Meu irmão, depois de 37 anos de vida sem fazer a barba, a fez, a esposa dele disse que atrapalhava beijar, como devem morrer? Ela deve também ser acusada de fornicação?

9 = Levítico 11:7-8 diz: (“Considerem impuro o porco, pois, apesar de ter o casco fendido, partido em duas unhas, não rumina. Não comam a carne desses animais, nem toquem o cadáver deles, porque são impuros”).
Qual a melhor forma de jogar futebol americano, visto que as bolas deste esporte são feitas à base de pele de porco? Uma luva resolve?

10 = Levítico 19:19 diz (“Observem meus estatutos, não emparelhe em seu rebanho dois animais de espécies diferente. Não semeie no seu campo duas espécies diferente. Não use roupas de duas espécie de tecido.”).
Meu pai, em seu pequeno pedaço de terra, sempre planta dois tipos de feijão diferente, ele diz que um é mais resistente ao sol que o outro, assim garante a produção de ao menos um, e o padre da cidade estava, na semana passada, com uma túnica de algodão e uma casula de seda. Devo realmente chamar toda a cidade para apedrejá-los (Levítico 24:10-16)? Não podemos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada (Levítico 20:14)?

Apenas para esclarecimento, a bíblia utilizada para esta pesquisa foi a da editora Paulus 36° impressão em 1999.

          Como seminarista desistente do caminho sacerdotal, meu conhecimento a respeito das escrituras é muito limitado, conto com vossa compreensão para me ajudar a tomar a melhor decisão perante deus no julgamento destas pessoas. Obrigado por nos mostrar a verdade.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Um Beijo Gay Não Censurado! Será que estamos evoluindo?

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