quarta-feira, 30 de junho de 2010

Fora Paulo Hartung

     Há poucos meses crianças ficaram sem aulas, os professores estavam em greve, semana passada as ruas estavam um nojo, todos os garis e funcionários da limpeza estavam em greve, hoje estou em casa porque os motoristas e trocadores estão em greve.

    Tenho uma proposta a fazer, que tal nós eleitores fazermos uma greve geral e, em parceria com os professores, educarem nossos funcionários públicos (os políticos), em parceria com nossos colegas trabalhadores garis e demais responsáveis pela limpeza, irmos para as prefeituras e palácio do governo com carros pipas e muitas vassouras e em parceria com os motoristas e trocadores sempre desrespeitados em sua categoria, trancar os carros públicos por um mês e faze-los andar de ônibus como o povo!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Belezas da Natureza

Realmente sou apaixonado pela natureza, em especial algumas espécies, não posso negar. Outro dia estava com alguns amigos e vire e meche, esses assuntos acabam surgindo em rodas de amigos, cada um começou a falar o que realmente lhe deixava caído, aqui estão algumas amostras.







Depois de algum tempo, observei que havia apenas drogas (sim, porque são um vício) estrangeiras, ai me opus:
-Gente um momento, o Brasil também tem uma diversidade maravilhosa, ai comecei a fazer as minhas citações.













  







Mas no final todos concordamos com uma coisa, se há um garoto que está despontando como ator, profissional e símbolo gay, é o Maxxie da série britânica Skins, esse sim está me tirando sono, rsrsrs.
O ministério da saúde adverte:
Aprecie com moderação.


























Impróprio para menores!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Minha História Capitulo 7

13 de janeiro de 2004

            Em primeiro lugar, antes de tornar público mais um capítulo de minha vida, quero pedir desculpas a todos que com tanto carinho tem acompanhado e comentado meus posts, pela ausência, mas foi uma ausência justificada, nas duas últimas semanas estava a fazer as últimas provas da faculdade e, depois de tanta dedicação no período todo, não podia relaxar agora, e não relaxei, passei com notas acima da média em todas as disciplinas, estou muito contente, tudo bem que tem duas semanas que não durmo mais que cinco horas na noite, trabalhar e estudar é sinônimo de ralar, mas valeu a pena. Bem, agora vamos lá!

Minha Família em Meu Processo

            Em primeiro lugar quero atualizar estas páginas em relação ao local e que estou, ainda estou no seminário, sozinho, todos já foram de férias, mas como estou trabalhando e para não deixar a casa sozinha neste período de férias, ainda estou aqui, continuo trabalhando na loja de roupas e causados.
            Agora posso por nestas poucas linhas como foi esta última conversa com Irmã Elizabete, lembrando que, pela primeira vez, eu consegui conduzir a conversa. Contei como havia sido minhas pequenas férias, que havia ido para casa no dia 25 de dezembro já de madrugado, sim de madrugada, pois trabalhando numa loja de roupas e causados deves imaginar até que horas trabalhei no dia 24, e na segunda de manhã, dia 29 já estava de volta ao trabalho.
            Nesta conversa, Irmã Elizabete ficou boa parte do tempo escutando atentamente o que eu dizia. Contei-lhe como foi bom rever meus amigos de infância, minha madrinha, alguns tios, descansei bastante e conversei muito com minha família também. Minha irmã de 14 anos está namorando, meu irmão de 20 anos também, minha mãe está bem, não está namorado, porém está um tanto preocupada com meu irmão.
            O problema maior e o seguinte, comecei eu relatando a Irmã Elizabete, nestas ferias meu irmão me contou como conheceu a namorada dele, detalhe, me pediu segredo, pois ninguém sabe do que ele ia me contar a não ser os envolvidos, um certo dia foi convidado por um de nossos tios para um churrasco, até ai nada de mais, o problema foi que ao chegar, meu irmão se deparou com a amante desse tio, que já é casado e tem uma filha belíssima, como ele havia convidado meu irmão, pediu a amante dele que levasse a irmã dela também para meu irmão não ficar sozinho.
            Esse churrasco particular de poucas pessoas aconteceu à beira de um riacho, passaram a noite em barracas e só no outro dia voltaram para casa, já a caminho, a amante de meu tio vendo que meu irmão e a irmã dela havia passado a noite toda juntos, disse a ela para convidá-lo para uma festa de aniversário que aconteceria daí a quinze dias, pensando que ele não aceitaria ela convidou, ele aceitou.
            Passado os dias, meu tio, ternura de companhia, combina com meu irmão e vão a tal festa de aniversário, minha tia coitada, acreditava piamente que ele estava trabalhando, ele, dizia à amante que terminaria o casamento para ficar com ela, moral da história, ele vivia com as duas enganando ambas.
            Voltando à festa, quando lá chegaram, a irmã da amante não acreditou que meu irmão tivesse ido realmente, passou o tempo todo se distanciando dele, se escondendo, até que no final da festa, ele conseguiu beijá-la, depois desse dia, vão escalando os finais de semana, cada final de semana na casa de um.
            Meu irmão acredita estar apaixonado, eu não duvido disso, apenas não vejo muita coerência em suas atitudes, comentou até em casamento, mas nunca tocou no assunto de fazer uma faculdade, de se preparar para um bom emprego, aprender uma profissão, afinal existem vários caminhos além de uma graduação, mas não, nunca se quer comentou sobre essas possibilidades.
            Conversando com minha mãe, ela disse uma frase que me marcou muito quando lhe perguntei em relação ao meu irmão, ela disse simplesmente que “nem ele sabe o que quer!”.
            Partindo daí contei a Irmã Elizabete outros problemas, o principal deles com relação à autoridade, quando meu pai era vivo, se ele dissesse sim, era sim, se ele dissesse não, era não, mas com minha mãe é diferente, quando meu irmão diz que quer fazer alguma coisa e minha mãe diz sim, ela faz, se ela diz não, ele faz do mesmo jeito. Minha mãe havia feito um projeto para tentar um empréstimo, no entanto foi obrigada a desistir, meu irmão já estava pensando em como conseguir notas frias e usar parte do dinheiro para comprar outra moto, pois a primeira que ele comprou havia sido vendida para pagar uma cirurgia que precisou fazer devido a um acidente que sofreu com a mesma enquanto voltava com a namorada de uma festa.
            Depois de ouvir isso tudo, Irmã Elizabete comentou sua opinião, em primeiro lugar, o primeiro erro de meu pai e minha mãe foi centralizar o poder com meu pai, com a ausência dele, meu irmão não aprendeu a obedecer minha mãe, e, em segundo lugar, meu irmão, até inconscientemente, está tendo atitudes autodestrutivas programadas desde a infância por algo que viu ou ouviu, ou ainda mais cedo, por um bloqueio a nível familiar, onde uma pessoa tem atitudes destrutivas não por escolhas, mas porque alguma coisa em seu coração ou em sua mente lhe cria o desejo, a vontade de fazer, como, no caso do meu irmão, o prazer de sair para festas, de moto, bebedeiras, e sempre mal acompanhado, com meu tio, mesmo sabendo que ele só o leva para maus caminhos, que também deve ser vítima de bloqueios passados provenientes da experiência familiar da infância.
            Para pessoas com essas características, o mais indicado é a conversa, com a família, com pessoas mais esclarecidas, com amigos, e até mesmo a procura de ajuda com um profissional mais capacitado em casos mais sérios para um aconselhamento.
            Ufa, que férias!!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

De Repente, Califórnia

Já assisti a muitos filmes, na verdade, sou apaixonado por cinema, principalmente cinema em casa, um bom cobertor, aquela bacia de pipoca, uma boa companhia, ai... tudo de bom.
Assisti a um filme recentemente e quero compartilhar aqui, há alguns filmes que simplesmente merecem serem esquecidos, outros, não pagam o tempo dispensado em assisti-los, e há também aqueles que devem ir para a lixeira, no entanto, este merece um post para multiplicar o que é bom e agrega cultura e conhecimento.
O filme, como já e de se imaginar, aborda a temática gay, no entanto, de um ponto de vista do qual nunca havia visto em nenhum filme cujo tema é abordado.
Em sua grande maioria, os personagens gays são comediantes, os filmes são de comédia e há apenas piadas, nada enriquecedor, outros, abordam a homossexualidade de maneira promiscua, relacionamentos promíscuos, sexo acima de tudo, orgias, futilidades, tudo num submundo, outros ainda, até clássicos do cinema, “me mostrem onde está a grandeza, pois não consigo enxergar”, retratam preconceito, homofobia, violência e sexo selvagem, no meio dos pastos, quase como animais, nenhum beijo, nenhum carinho, nenhum afeto, nenhuma palavra, essa é a visão dos produtores referente aos relacionamentos gays?
Confesso que ao começar a assistir ao filme, não esperava nada grandioso, nada diferente de tudo aquilo que o cinema já havia sido capaz de produzir, no entanto, me surpreendi, e muito, questiono-me agora como pode o meio cinematográfico se tão manipulatório, filmes desta categoria nunca chegam aos cinemas, por que será?
O filme simplesmente é humano, retrata os questionamentos na cabeça de um jovem que se descobre diferente, diferente dos outros, seus colegas, seus amigos, sua família, sua namorada, simplesmente diferente, um jovem com problemas familiares, como a maioria das pessoas comuns, sem fortuna, morando num casebre, trabalhando duro, lutando por uma graduação, e também abrindo mão de seus sonhos por responsabilidades que não lhe cabiam, sem palácio, sem redoma de vidro, sem carro de luxo, sem pinta de modelo, um filme que mais parece a vida real do vizinho da esquina, cujo nome está na rua agora neste momento, porque o viram com outro homem!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Maldita Timidez


            Hoje tinha tudo para ser apenas mais um dia, mais uma daquelas tediosas segundas-feiras cujo relógio alcança as 20:00 horas mas não chega as 18:00, no entanto, não foi.

            Eu, não apenas por timidez, mas também por já ter tomado muito na cara, fico sempre na minha, cansei de infantilidade, de imaturidade, já a algum tempo me mantenho em estado de inércia, sem atacar.

            Pela manhã, levante-me, tomei meu café, não tão amargo, aprecio café, sem que ele me lebre jiló, não que eu não goste de jiló, mas cada coisa em seu lugar, se é café, que lembre café.

            O fato é que levantei-me não querendo levantar, tomei meu café que não me lembrava jiló, tomei meu banho, e fui para o trabalho, peguei o ônibus que sempre pego, no mesmo ponto, com as mesmas pessoas indiferentes, te olhando de forma indiferente, como em todo coletivo não havia lugar para sentar, fui para os fundos, tenho pavor de gente que fica na roleta atravancando a passagem quando o fundo do ônibus está vazio.

            Ainda quando me dirigia para o fundo do ônibus, uma silhueta me chamou a atenção, também nos fundos, na última poltrona, mas, eu que não ia olhar, afinal, em coletivo somos transportados como gado, tinha de me segurar bem, um descuido, uma curva, e pronto.

            Após alguns segundos, já lá no fundo bem acomodado, bem seguro, observei que estava a poucos metros dele, ai decidi olhar, foi um cruzar de olhos, no mesmo segundo, ele também me olhava, acho que passei de vermelho, devo ter ficado roxo, não sabia para onde olhar, dei uma disfarçada, e, quando o olhei de relance, ele ainda me olhava, enfim, um moreno alto, cabelo aparadinho, olhos castanhos claros, boca carnuda, que boca...

            Mais alguns minutos, ele se levantou, se segurando claro, afinal apesar de sermos transportados como gado, ainda temos apenas duas pernas, com poucos passos se aproximou, sua mão encostou na minha no corrimão, apesar de não ter lhe dirigido o olhar, sei que me olhava fixamente, meu coração já acelerado, disparou no momento em que ele colocou a mão dele sobre a minha, um frio intenso na barriga, quanto tempo não sentia isso. Nem tremi a mão, claro, não sou besta, lentamente virei meu rosto para seu lado, olhei em seus olhos, um sorriso meio tímido, ta ta, tímido e meio confesso, ele nada disse, o ônibus parou, ele saltou e eu continuei meu trajeto até o trabalho.

            Passei o dia todo pensando, será que consegui encontrar alguém mais tímido do que eu?, será possível? Nem um “olá”, ou talvez um “qual seu nome?” ou quem sabe “pode me dar seu telefone?”. Passei o dia blasfemando, maldita timidez!

sábado, 12 de junho de 2010

Minha História - Capítulo 06

22 de dezembro de 2003

Liberte-se


            Marquei esta conversa com Irmã Elizabete no domingo, dia 21, com urgência, pois havia algum tempo que não conversávamos. Neste período eu já estava fazendo minha primeira experiência de emprego como vendedor em uma loja de roupas e calçados, havia começado no dia 5, e isso, foi o bastante para me cansar  e fazer o tempo acelerar, simplesmente sumir a minha frente, quando me dei conta, já era fim de dezembro, e não havia feito nenhum encontro com irmã Elizabete.

            No trabalho como vendedor, não estava gostando nem um pouquinho, não sirvo para empurrar as coisas para cima das pessoas, mas era a única oportunidade que tinha no momento, então fiquei. Era muito serviço, saia de casa de manhã e só chegava de volta depois das 8 da noite e aos sábados depois das 3 da tarde, os patrões me jogando na cara que estavam me dando uma oportunidade, exigia mais de mim que aos outros funcionários.

            Nesta segunda-feira, pedi ao gerente para sair às 6 da tarde, hora em que a loja fecha, no entanto, não me permitiu, apenas pude ir as 7, fui rápido para casa, tomei um banho, não comi nada, o tempo, ou melhor, a falta dele não me permitiu, e fui para a casa das Irmãs. Como trabalho o dia todo preso dentro de uma loja, ela achou melhor conversarmos caminhando ao ar livre, assim fizemos, ao chegar numa praça não muito longe, ali sentamos.

            De início, ficamos um pouco em silêncio, eu devia conduzir a conversa, mas não estava conseguindo pensar em nada, Irmã Elizabete pediu permissão e tomou a frente. Começou pelo dia anterior, pelo telefonema que havia feito a ela para marcar aquela conversa, onde ela aproveitou para me dizer algumas verdades, por mais dolorosas que sejam, do tipo como “eu não sei controlar meu tempo”, “eu não sou bom administrador”, “eu não sei fazer duas coisas ao mesmo tempo”, isto bastou para conversarmos até as 10:40 da noite.

            -Tudo tem a ver, dizia-me ela, tudo tem a ver, se você é homossexual, é com você me falando sobre você, sobre o que sente, sobre seus amigos, sobre sua família, sobre qualquer coisa que tenha relação com sua pessoa, só assim poderei te ajudar, em primeiro lugar, para te ajudar, preciso te conhecer, permita-se ser conhecido, fale, expresse-se.

            Ela também reforçou a necessidade de eu resgatar minha criança interior, -há coisas que eu não sei e que ninguém sabe, que estão escondidas dentro de você, e ela pode nos contar.

            Confesso que a princípio eu não estava acreditando muito neste resgate da criança interior não, porque de certo modo, é a mesma pessoa que escreve os dois papeis, no entanto, Irmã Elizabete disse que é escolha minha, mas posso acreditar sem medo, minha mente cria um conflito, questionamentos, as respostas são enviadas em um relance de idéias, como que um relâmpago, pelo inconsciente, mas na maioria das vezes, não damos a mínima importância para o que pode ser a chave para solucionar tantos problemas de nossa vida.

            Depois de tantas cutucadas, este foi mais um dia de desabafos, ao sair da loja as 7 da noite, minha vontade não era ir para casa, tomar banho, ir para o encontro, minha vontade era morrer, não queria mais ter de voltar naquela loja, não queria mais encarar preconceito de frente, não queria mais ter de ser responsável por minhas ações, eu era um garoto, tinha 16 anos, queria apenas viver, estudar, namorar, aprender uma profissão, como todos os meus amigos faziam! Mas não conseguia, eu sou diferente!

            Depois da longa conversa, uma pontinha de esperança voltou a brilhar, um pouco mais de ânimo para continuar, na vida de alguém que já estava a ponto de desistir, desistir de tudo, resolvi dar continuidade a este processo de descoberta, de autoconhecimento na expectativa de me tornar um homem normal.


Comentário atual:
“na expectativa de me tornar um homem normal.”
Sem comentários, rsrsrs!


domingo, 6 de junho de 2010

Mas na Realidade, Como foi a Parada Gay de São Paulo?

As vezes penso que estou postando coisas demais aqui, nem dá tempo de todos lerem a já tem algo diferente, no entanto, me desculpem pelo excesso, más há algumas coisas que leio ou vejo das quais não posso deixar de registrar, e hoje tem coisa nova.
Não sei se já é do conhecimento de todas, mas hoje a tarde aconteceu em São Paulo a 14° parada gay e eu, mais uma vez, confesso que nem sei porque, já deveria ter me acostumado, mas ainda fico espantado como veículos de comunicação podem ser tão esdrúxulos, independente na notícia que veiculam, o foco não é a noticia,  mas sim tudo é “tramado e ajeitado” de forma a prevalecer a vontade e opinião de uma burguesia conservadora hipócrita e imoral.
A “gazeta” diz “Parada Gay toma conta da Avenida Paulista”, coloca uma pequena foto de uns balões coloridos e umas 4 linhas, pronto está noticiado o evento, e a “folha de são paulo” enfatiza a apreensão de bebidas.

Querem realmente ler uma cobertura do evento ocorrido na avenida paulista esta tarde com direito inclusive a entrevista? Então acesse o Portal Vermelho, uma Agencia de Notícias Independente.

sábado, 5 de junho de 2010

O Mundo é Gay

Hoje, enquanto navegava na net, cheguei, através de um link, no site de Fabrício Viana, no post, uma breve divulgação do encontro de Twitteiros e Blogueiros Gays, o primeiro que aconteceu, muito bacana, bem que poderia ter um desses por aqui.
Mas o que me chamou mais atenção logo depois, dando uma bisbilhotada no site, foi um post logo abaixo fazendo referencia a uma reportagem que havia sido exibida no fantástico (que... convenhamos, foi-se o tempo em que era fantástico), envolvia o Netinho (isso mesmo, aquele cantor baiano) e o fato de ter assumido publicamente sua homossexualidade. Que coisa, parece que os famosos perderam literalmente a vergonha!
Falando sério agora, é uma pena este assunto continuar um tabu, nunca ser discutido em profundidade, em contrapartida, vemos sinais de mudança quando pessoas públicas, como Netinho, "põe a cara a tapa" dizendo "eu sou assim", duas coisas ficam bem claras, a primeira, por mais que demore, a felicidade passa pelo assumir-se, sem neuras, traumas ou vergonha, a segunda, reforça a idéia de que não estou sozinho, jogado as leões, não sou o único.
Bem, parando com o bla bla bla, vou ao que mais interessa, quero aqui registrar meus parabéns ao Fabrício Viana pelo seu trabalho e por toda dedicação em ajudar jovens gays e seu familiares que se abrem a esta realidade e, para quem não viu, posto abaixo o vídeo exibido no fantástico. Abraços.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Contra a Homofobia

terça-feira, 1 de junho de 2010

Minha História (Capítulo 5) parte final

Socorre-me Senhor

Olho ao meu redor e vejo.
Me encontro angustiado e agoniado.
E logo penso na ocasião de um beijo.
Mas que ser amaldiçoado!

Como é insuportável conviver.
Com a pessoa mais amável deste mundo.
E nada poder dizer.
Torne-se o cúmulo.

Todos os dias de manhã.
Quando o café vamos tomar.
É aquele mesmo sofrimento.
Quando tanto sorrisos vejo dar.

E quando de mim se aproxima.
Todo meigo e piedoso.
- O que está acontecendo em sua vida?
Como é insuportável suportar.

Senhor, rogo a vós suplicando.
Como dizem os salmos de rancores.
É sofrido por demais este amor.
Só consigo, por ele, render louvores.

Como Senhor vou conseguir.
Suportar tanta emoção?
É por demais insuportável.
Hó  Deus pai da criação.

É o ser mais belo desta vida.
De caráter inigualável.
Compreensivo, bondoso e carinhoso.
Um ser tão amável.

És tu que me dás a força para viver.
Sem ti, eis ai o meu medo.
A angustia é tanta de morrer.
Que me faz dormir tarde a acordar cedo!

Hó Senhor, socorre-me enquanto há tempo.
Tira-me logo deste poço sem fim.
Pois assim na mais agüento.
Quando será que vai ter fim?

                        (13/11/2003)

            Ela leu uma por uma e começamos a conversar, a conversa foi um pouco difícil e complicada, mas depois de pensar bastante, deu para entender bem. Em primeiro ligar, em relação ao amor que eu estava sentindo, que sempre achei a coisa mais esquisita do mundo, ela disse que era algo muito bonita, esperançoso, não há sentimento mais belo que o amor, mas eu não devia reprimi-lo, como tenho feito, deveria começar a canalizá-lo para todas as áreas da minha vida, sem nenhuma exceção, para as aulas, o esporte, a oração, o relacionamento com os outros, em fim, para tudo o que estivesse ao meu redor. Existe dentro de mim, um grande desejo, uma imensa força, que se reprimida, sedo ou tarde ela encontra uma válvula de escape e explode, deve ser canalizada, usada em meu dia-dia para criar, para transformar tudo e todos ao meu redor, e o principal, transformar a mim mesmo.
            Quando terminou a conversa, sinceramente, eu saí de lá meio pedido, um outro pedido que ela me fez foi para eu parar de me policiar, parar de me perseguir, eu próprio me deixar mais livre, mais solto, conversar mais, brincar, falar besteiras, me soltar mais, soltar essas correntes que eu mesmo coloquei em mim, e isso, eu não estava conseguindo entender, como modificar esse jeito, se eu me policiava sem querer me policiar, se eu próprio me controlava sem querer isso, se já estava tão automatizado. Bem, é um trabalho, degrau a degrau, tomara que na próxima conversa, ela não precise arrancar as coisas de mim, que saiam espontaneamente.
Related Posts with Thumbnails