segunda-feira, 31 de maio de 2010

Minha História (Capítulo 5) Segundo Poema

Senhor!

Senhor!
Porque será que fui tão imprudente.
Deixei as coisas chegarem aonde chegou.
Me encantando com algo tão belo e reluzente?

Fico sempre tão triste.
Quando ele toda noite vejo.
E sei que nada será correspondido.
Nem ao menos posso sentir seu beijo.

Não é uma mera atração.
Muito mais que uma grande sedução.
É amor, quem sabe até paixão.
Agora sei o que é desilusão.

Ele tão inocente.
Questionando, querendo ajudar.
Mas sem saber que é ele.
A causa de todo esse conflito.

Triste fico ao saber.
Que até um abraço se torna suspeito.
Que o primeiro amor da minha vida.
É algo totalmente imperfeito.

Dizem que tudo o tempo cura.
Ate amor que nunca deveria existir.
Vamos ver se realmente é verdade.
Ou se triste ficarei para a eternidade.

O que fazer com todo esse sentimento?
Em algum lugar tem que parar.
É tão grande o desejo aqui dentro.
Como é difícil tanto amor suportar!

E a situação que ao meu controle fugiu.
E agora não sei mais o que fazer.
Até de entrar na frente de um fuzil.
Faça, para a ele proteger.

É por isso que me pergunto.
Que amor é esse?
Algo imperfeito tão profundo.
Capaz de a própria vida dor.

Loucura é chamar.
Tudo isso de atração.
É tão difícil agüentar.
Essa grande sedução.

Porque assim tem que ser.
Um amor inverso, impossível.
E na vida tanto sofrer.
Por tão grande amor descabivel?

Triste fico pelos cantos.
Tão grande é o desejo que sito.
Quantos serão os anos.
Que assim terei que viver?

                        (12/11/2003)

Um comentário:

  1. O amor tem disso,amigo. Nos leva a sonhos altos e a gente se esquece que está acostumado ao chão. Não perca a esperança.Voe de novo. Ficar no chão nãio vai adiantar. Um abraço

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